Vinci Partners quer dobrar aposta em infraestrutura

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A gestora brasileira Vinci Partners planeja dobrar os investimentos na área de infraestrutura, de R$ 2 bilhões (US$ 627 milhões) para R$ 4 bilhões (US$ 1,25 bilhão), nos próximos dois anos. A empresa, que administra R$ 20 bilhões (US$ 6,27 bilhões) em ativos de vários setores no Brasil, vai focar os esforços em quatro segmentos na área de infraestrutura: transmissão e geração de energia elétrica; aeroportos; e saneamento básico. Os investimentos podem ocorrer por meio de leilão de concessão, como o da Cemig, que ocorre hoje, ou por aquisição de ativos.

“O número de oportunidades de ativos disponíveis hoje é muito grande e vai aumentar ainda mais”, afirma o sócio da gestora, José Guilherme Souza. Segundo ele, o setor elétrico deverá ser o carro chefe da empresa nesse novo ciclo de investimentos. O apetite já foi demonstrado no primeiro leilão de linhas de transmissão que a empresa participou neste ano. A gestora arrematou sozinha um lote de 198 quilômetros de linhas no Nordeste, com investimentos de R$ 271 milhões (US$ 85 milhões).

Na área de geração, um dos focos serão os projetos de energia eólica e solar. Mas, como há muita oferta de empresas e projetos à venda no setor, a companhia avalia as oportunidades pontualmente. No rol de ativos, estão as usinas hidrelétricas da Cemig, que o governo vai leiloar nesta quarta-feira na B3, a Bolsa paulista. Até o início da noite desta terça-feira, a gestora ainda negociava uma parceria com um investidor estratégico que vai participar da disputa.

Outro setor na lista da companhia é o de gás natural. Executivos da Vinci viajaram para o Canadá nesta semana para negociar parcerias para a formação de um consórcio que vai avaliar a Transportadora Associada de Gás (TAG), da Petrobrás. O ativo reúne a infraestrutura de gasodutos nas Regiões Norte e Nordeste do País.

As novas concessões de aeroportos que o governo planeja leiloar e ativos licitados no passado também estão sendo estudadas pela Vinci. Um exemplo é o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Em julho, os acionistas da concessionária, formada por Triunfo, UTC e Egis, decidiram devolver a concessão ao governo federal por dificuldade financeira. “Temos interesse nesse ativo em particular e estamos avaliando uma possível solução para o caso”, diz Souza.

Embora os acionistas tenham optado pela devolução, o caso ainda está pendente. Do ponto de vista operacional, apesar da demanda estar baixa, os investidores veem poucos problemas. O maior entrave é financeiro, já que o tamanho da dívida é alto e a outorga desproporcional com a movimentação do aeroporto. Mas, para o estrangeiro, a concessão tem seus atrativos, como a forte movimentação de carga e o porcentual de receita em dólar.



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