Viracopos: recorde nas exportações em junho

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As exportações no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, cresceram 41,93% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, 42.259 toneladas foram movimentadas de janeiro a junho. A alta foi puxada pelo setor automotivo, que teve alta de 27,8%, seguido pelos setores metal-mecânico (16,1%), químico (6%), tecnologia (2,64%), calçados/bolsas (1,80%), têxtil (1,40%), farmacêutico (1,40%), transporte de duas dodas (1,28%), alimentos, bebidas e fumos (1,24%), entre outros.

Em junho, a movimentação de cargas para exportação no Terminal de Carga (TECA) de Viracopos atingiu seu maior índice desde novembro de 2011, com 10.338 toneladas transportadas para fora do País. Para efeito de comparação, em junho de 2017 foram movimentadas 5.835 toneladas, 77% a menos. “Este crescimento nas exportações tem sido constante nos últimos meses, mas se intensificou por causa da alta do dólar, que estimula as exportações, e também em virtude da grande infraestrutura de Viracopos, que é capaz de absorver a restrição de capacidade de outros aeroportos”, disse o diretor de Operações de Viracopos, Marcelo Mota.

Além das exportações, houve crescimento também nas importações. A alta chegou a 5,86% em relação a junho de 2017, com 10.744 toneladas ante 10.149 toneladas do mesmo mês de 2017.

De acordo com agentes de carga que trabalham em Viracopos e foram ouvidos pela reportagem, o fluxo passou a ficar muito acima do normal desde a segunda quinzena de junho. Se diariamente cerca de 40 caminhões passavam por Viracopos para descarregar, nas últimas semanas a média aumentou para 80, com motoristas precisando ficar até 8h na fila.

Numa estratégia para normalizar os serviços, a Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos estabeleceu uma nova regra desde o começo do mês e limitou a carga de embarque para apenas dois dias após a sua chegada. Ou seja: apenas exportadores de fluxos emergenciais têm prioridade de embarque. Aqueles que costumam fazer pré-agendamentos em prazos maiores estão temporariamente proibidos de despachar no terminal campineiro. A medida, segundo a concessionária, tem surtido efeito e os serviços se aproximaram de uma normalidade nos últimos dias.



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