Volume de cargas em Viracopos cresce 20,95%

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Depois de sentir a queda das atividades no segmento de cargas em 2016, e ainda perder 1 milhão de passageiros por conta da crise econômica, o Aeroporto Internacional de Viracopos viveu dias melhores em 2017. Balanço divulgado nesta quarta-feira (10) pela Aeroportos Brasil Viracopos, que administra o terminal, aponta que a movimentação de mercadorias cresceu 20,95% no ano passado. O volume subiu de 164.429 toneladas para 198.876 toneladas. O resultado foi o melhor desde 2014. O segmento de cargas representa 60% do faturamento da empresa.

Os dados mostram que aumentou o fluxo tanto nas cargas internacionais quanto nos produtos que transitaram no mercado doméstico. No levantamento anual, as mercadorias que chegaram de outros países e as que foram para o Exterior somaram 195.397 toneladas. O crescimento foi de 20,64% em relação às 161.961 toneladas de 2016. A quantidade de cargas domésticas cresceu 40,95%, passando de 2.468 toneladas para 3.479 toneladas. A mala direta postal internacional teve alta de 11,05%. A quantidade de cargas transportadas subiu de 4.894 toneladas para 5.435 toneladas.

O diretor de Operações de Viracopos, Marcelo Mota, afirmou que os números reforçam a retomada da economia brasileira e melhoraram a geração de caixa do aeroporto. “As cargas representam 60% das nossas receitas. Em 2017, sentimos uma melhora na movimentação de cargas. O desempenho do ano passado foi um bom sinal e traz perspectivas muito positivas para 2018”, disse.

Ele ressaltou que nas importações houve um crescimento nos bens para a produção da indústria de base, principalmente a metalmecânica e a automotiva. Mota destacou que “o fato indica uma retomada das fábricas”. Ele reforçou que a indústria de base vem recuperando o volume de produção. “As empresas estão comprando insumos para as linhas de produção. Os dados mostram um sinal de recuperação”, comentou.

Nas exportações, o diretor de Operações de Viracopos disse que houve um crescimento significativo das vendas de produtos para outros países. Segundo Mota, nos últimos dois meses de 2017 muitas cargas que seriam despachadas pelo Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, acabaram saindo por Campinas. O executivo comentou que aconteceu um gargalo no terminal da região metropolitana de São Paulo e parte das cargas foi deslocada para Viracopos. “Mas ainda não temos uma informação precisa de quanto foi esse impacto.”

Mota disse que a elevação do fluxo de cargas internas também é um sinal de retomada. Ele salientou que muitas mercadorias que estavam sendo despachadas pelo modal terrestre migraram para as aeronaves. “Com o aquecimento da economia, o trânsito de mercadorias no setor doméstico também subiu. As empresas querem agilidade e buscam minimizar os riscos de segurança na hora do despacho de cargas, principalmente na área de alta tecnologia”, afirmou.

O diretor de Operações afirmou que no começo do ano passado a capacidade ocupada era de 50%. Atualmente, está entre 70% e 80%. “Temos uma margem para elevar as cargas com capacidade de 20% a 30% ainda para ser ocupada. O cenário para este ano é positivo. A tendência é de manter um crescimento constante”, comentou Mota.

 

Segmentos

De acordo com dados da ABV, os segmentos que mais apresentaram crescimento nas importações foram calçados e bolsas (184%), equipamentos e instrumentos médicos (63%), farmacêuticos (56%), metalmecânico (46%) e químicos (75%). Nas exportações, os campeões foram farmacêuticos (106%) e transporte duas rodas (78%).

O diretor regional do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Campinas, Elson Isayama, afirmou que foi registrado um fluxo maior de mercadorias circulando em Viracopos nos quatro últimos meses do ano. “Ainda estamos longe da movimentação de carga que tínhamos há quatro ou cinco anos, mas o cenário melhorou em 2017. A tendência é que o crescimento previsto para a economia em 2018 mantenha a balança comercial em elevação neste ano”, disse.

 

Passageiros

Na área de transporte de passageiros, os números mostram que o movimento foi praticamente igual ao de 2016. No ano passado, o aeroporto recepcionou 9,33 milhões de passageiros. No ano anterior, a quantidade foi de 9,32 milhões. Manter o fluxo de embarques e desembarques só foi possível porque aconteceu um aumento de 18,03% nos passageiros em voos internacionais. A alta foi de 462.007 pessoas para 545.323. Nas operações domésticas, houve uma queda de 0,86%, passando de 8,86 milhões de passageiros para 8,78 milhões de passageiros.

Em relação à movimentação de aeronaves, foi registrado um decréscimo de 5,76% (de 115.276 pousos e decolagens em 2016 para 108.635 operações no ano passado). O executivo lembrou que, as companhias aéreas para enfrentarem a crise econômica que afeta o País, reduziram a capacidade, ou seja, tiraram frequências. “No caso da Azul, a companhia também fez uma mudança no perfil da frota. A empresa substituiu aviões menores como os ATRs por aeronaves maiores como os Airbus A319 e A320”, disse.



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